
Pura conversa. Fiada.
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- A Política em Guerra: como a retórica bélica virou justificativa para tudoNos últimos tempos virou moda declarar guerra. Não a guerra real, com exército, estratégia e campo de batalha, mas uma guerra conveniente, portátil, daquelas que cabem em qualquer discurso político. Uma guerra que você aciona quando quer justificar o injustificável, exagerar o moderado, inflamar o trivial e transformar qualquer contradição em ato de coragem patriótica.Continue a ler “A Política em Guerra: como a retórica bélica virou justificativa para tudo”
- ABELUma antiga estação de trem; vista de frente, sob um corte longitudinal. Em toda a sua extensão se podem ver compridos bancos de madeira, uma entrada para o corredor de acesso aos banheiros e um guichê de compra de bilhetes à entrada da estação. Ao longo da parede, estende-se um balcão de um comércio. NaContinue a ler “ABEL”
- Antes do apogeu: entre o real e o presente(Lisboa, primavera) Foi num desses dias que parecem não pertencer mais à primavera, mas que ainda não se reconhecem como verão. Um entretempo. Uma vibração que começa a se insinuar na pele e nos passos das pessoas na rua. Lisboa começa a se oferecer de outro modo: mais aberta, mais morna, como se já tivesseContinue a ler “Antes do apogeu: entre o real e o presente”
- Comer o Mundo, Criar o Brasil: O Ingrediente Oculto da Expressão Cultural Brasileira“Seu sangue corre em minha veia como um rio de coragem; eu sou aquele que vence o tempo e faz do inimigo, irmão. Queima em mim a força dele, e nos tornamos um só, pulsando sob o céu, como a chama que nunca se apaga.” Antônio Torres, Meu Querido Canibal “Comer para se tornar maisContinue a ler “Comer o Mundo, Criar o Brasil: O Ingrediente Oculto da Expressão Cultural Brasileira”
- Seis Propostas para Dar Forma ao Futuro que Ainda Não Vemosfuturo é ideia // forma é gesto // o invisível já começa a existir Depois de quase 2 anos, enfim, terminei de ler as Seis Propostas para o Próximo Milênio… E isto se deu por alguns motivos. Primeiro porque, de lá pra cá, muita coisa aconteceu e, na concorrência pela minha atenção, as necessidades maisContinue a ler “Seis Propostas para Dar Forma ao Futuro que Ainda Não Vemos”
- Dois e meio aqui e acolá“Two Naira Fifty Kobo” de Caetano Veloso é um brilhante testemunho da capacidade da música de transcender fronteiras e de tecer conexões entre mundos aparentemente distantes. Para compreender a profundidade dessa obra, é preciso mergulhar na complexa teia de relações históricas e culturais que entrelaçam o Brasil e a Nigéria. Estes dois países, separados peloContinue a ler “Dois e meio aqui e acolá”
- Janelas Abertas na Casa de VidroAutonomia, aprisionamento e Byung Chul-Han Há alguns anos, um amigo me ligou e, durante a conversa, me disse: “E aí que eu acho que tive burnout”. Por associação do termo, eu compreendi do que se tratava, mas não tinha noção da magnitude deste problema. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou uma pesquisaContinue a ler “Janelas Abertas na Casa de Vidro”
- Hic Et NuncComo se não bastassem os livros que despertam o meu impulso incontrolável de tê-los, e que se unem a outros na lista dos que ainda não li, vou baixando um e-book aqui e outro ali, quando os assuntos tocam algum lugar de algum pensamento ou sentimento que esteja de mãos dadas comigo no momento. OutroContinue a ler “Hic Et Nunc”
- Sem samba não dáMesmo me considerando ser um artista intimamente ligado às minhas raízes culturais, à fortuna histórico-social que alimenta a pluralidade tropical ( esta que, de alguma maneira, dá forma à paisagem humana e cultural brasileira, sobretudo ao legado de alguns movimentos que ajudaram a forjar a tradição moderna da cultura musical da Bahia – como oContinue a ler “Sem samba não dá”
- Um espetáculo que comentaTratar da contemporaneidade poderia certamente denotar um projeto pretensioso, alimentado pela ambição de ponderar sobre as dinâmicas de um tempo que ainda não terminou. O risco de suscitar uma historicidade presunçosa, visto que ainda não confirmada, pode acarretar no esfacelamento e até perda de autoridade sobre a reflexão do tema. Entretanto, Agamben isenta-nos deste riscoContinue a ler “Um espetáculo que comenta”